
In Uncategorized on 24/11/2007 por Marcelo De Angelis

Fernando Vilela (texto e ilustrações)
O encontro lendário entre o grande cangaceiro do sertão nordestino e um dos cavaleiros medievais da Távola-Redonda. Foi a idéia deste embate inusitado que fez o ilustrador, e agora autor, Fernando Vilela compor uma obra extremamente original, onde Lampião desafia Lancelote a um verdadeiro “duelo”, que se dá na forma de um repente nordestino.
Vilela mescla dois universos distantes, tanto no que tange ao texto – que utiliza ora a sextilha do Cordel, ora a narrativa em prosa – quanto às ilustrações. As imagens refletem o ambiente sertanejo pelas xilogravuras e o medieval pelo carimbo e desenhos inspirados em iluminuras e pinturas renascentistas. As cores prateado e cobre indicam, respectivamente, Lancelote e Lampião, com tons reluzentes que preenchem as páginas em contraste com o negro. Neste livro de grandes dimensões, como os antigos livros de história, o leitor encontrará quadros de uma beleza plástica deslumbrante.
Edição Cosac & Naify

In Poesia on 24/11/2007 por Marcelo De Angelis

In Arte, Uncategorized on 24/11/2007 por Marcelo De Angelis

O vento passa e o Retta continua numa boa. Terra sobre tela, 1 x o,70 m. Em exposição no Sarau Bebedito, Itajaí, a partir de segunda-feira, dia 26 de novembro de 2007.

In Uncategorized on 23/11/2007 por Marcelo De Angelis

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In Uncategorized on 22/11/2007 por Marcelo De Angelis

Exposição fotográfica de Utrabo Jr. no Beto Batata do Alto da XV, Rua Professor Brandão 678. Dia 5 de dezembro, 19 hs.

In Poesia, Uncategorized on 20/11/2007 por Marcelo De Angelis
A REGULARIDADE IRRITANTE DOS POSTES DE LUZ
AO LONGO DA AVENIDA,
MUITA GENTE NÃO SABE,
MAS É ISSO QUE TIRA O SONO DAS CRIANCINHAS
[se ao menos houvesse,
entre um poste e outro,
uma palmeira
acenando para quem passa]
NO BANCO DA FRENTE DO CARRO,
O PAI NÃO VÊ O SINAL VERMELHO
E SEM PESTANEJAR
VIRA À ESQUERDA,

In Poesia, Uncategorized on 20/11/2007 por Marcelo De Angelis
Flebas, o surfista, morto há quinze dias,
Esqueceu o swell e o grito das gaivotas,
As aventuras e as desventuras.
Uma corrente submarina sugou-lhe os ossos.
Enquanto subia e descia,
Ele revia sua infância e juventude
Até ser moído pelo redemoinho.
Haoli ou local,
Ó tu que avistas de onde sopra o vento
E lanças tua prancha ao mar
Considera a Flebas,
que já foi um dia alto e belo como tu.

In Poesia, Uncategorized on 20/11/2007 por Marcelo De Angelis

Vou me embora de Pasárgada
- a passos largos –
Vou me embora de Pasárgada
Aqui não sou ninguém
Aqui tenho a mulher
e deito na cama que escolhe
o rei
Vou m’bora de Pasárgada
- a passos largos –
Vou m’bora de Pasárgada
Aqui não sou feliz
Aqui a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que vizinhos e outras gentes
Pescadores, príncipes
E falsos dementes
Vêm a ser todos contraparentes
Uns dos outros
E da nora que nunca tive
Vou m’bora de Pasárgada
- a passos largos –
Vou m’bora de Pasárgada
Em Pasárgada tem tudo,
Não tem?
Aqui é outra civilização
Tem tainha frita
Tem casas com dupla numeração
E pátio de brita
Aqui a gente conhece
Os edifícios pelo nome
E as pessoas pelo sobrenome
- o lugar mais lindo do mundo,
Visse!
Vou m’bora de Pasárgada
- a passos largos –
Vou m’bora de Pasárga
E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Passearei pelos parques
E subirei morros
Sem tomar banhos de mar
E como lerei poemas
E desenharei paisagens
E ouvirei canções
Desconhecidas
Sem reconhecer o sotaque
Quando estiver cansado
E triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Saudade
Deito na beira do rio
Do rio que me viu nascer
E espero chegar Iemanjá
Pra me contar as histórias
Que no meu tempo de menino
Iracema vinha me contar
Vou m’bora de Pasárgada
- a passos largos –
Vou m’bora de Pasárgada
Mas um dia voltarei
Pressa essa ilha
E embarcado no meu barquinho
Nesse dia
Saberei dizer
Pra minha filha
Que lado sopra o vento
O vento que estufa velas
E varre sonhos
O coração pequeno
De tanta beleza


In Poesia on 20/11/2007 por Marcelo De Angelis