Posts de Dezembro, 2008

homem sapato
George W. Bush merecia um pé na bunda há tempos, mas finalmente está de saída. E já vai tarde. De passagem pelo Oriente pra dar um beijinho de despedida, quase leva uma sapatada na cara em plena entrevista coletiva.
Mostrou que é bom de reflexos, treinamento de futebol americano quem sabe… Tivesse também alguma agilidade mental não teria se metido em confusão e arrastado tanta gente junto.
Politicamente, a atitude do jornalista iraquiano não interfere em nada, tudo continuará igual por uns tempos com o novo presidente pisando em ovos até encontrar seu próprio caminho. Se o gesto é altamente ofensivo e deselegante, lá e em qualquer outro lugar, pelo menos causa menos estragos do que jogar mísseis. Até porque, ao contrário destes, o chulé não era teleguiado e errou o alvo.
De um ponto de vista ocidental, o gesto é meio bicha, parece coisa de mulher traída – não dá pra imaginar um cara puxando o sapato do pé em vez de sair no braço. Mas lá no Iraque só o braço não resolve. O que mostra o grau de impotência e um certo desespero a que foi reduzido aquele povo.
Pessoalmente acho que foi um erro de etiqueta que acabou virando piada: a liberdade de expressão levada ao pé da letra, literalmente.
Se a moda pega já viu! Mas, que atire a primeira pedra (dentro do sapato) quem nunca pecou.
E Barak Obama que se cuide.

propostas de fim de ano
Em primeiro lugar, vamos acabar com o Natal – pelo menos do jeito que é comemorado atualmente, essa orgia desenfreada de consumo, destituída completamente de qualquer valor espiritual, cujo único benefício real é fazer o dinheiro trocar de mãos.
A seguir, expulsamos Papai Noel, seus 17 anões besuntados e todos aqueles veadinhos a pontapés, devolvendo-os para as terras geladas da Finlândia, de onde nunca deveriam ter saído. Chega de Coca Cola Zero, queremos el Zero Natal. Se isso não for possível (como diria o Pelé, pensem nas criancinhas), que pelo menos seja transferida a data para outra época do ano.
Jesus Aleluia Senhor Aí Meus Deus do Céu Ave Maria não nasceu mesmo no dia 25 e a celebração só acontece nesse dia por mero decreto papal, em subsitituição a uma antiga festa pagã. O calendário ocidental é uma invenção da Igreja, governada no seu auge de poder por banqueiros e advogados de Florença que seguiam para Roma e assumiam o trono da cristandade com o título de Sumo Pontífice (em bom português, zelador de pontes) e de lá ditavam as regras. Naquele tempo, os natais eram diferentes, não menos hipócritas do que hoje, mas os shopping centers e as Casas Bahia ainda não tinham sido inventados, os europeus tinham neve e rolava uma bricadeira legal. Hoje é esse porre que ninguém aguenta, mas que nenhum cristão consegue abrir mão. Já está mais que na hora de acabar com esse ritual masoquista que nos assombra todo o ano.
O calendário ocidental é uma invenção católica e como não poderia deixar de ser, o último dia do ano faz parte disso. Mudar também essa data ou eliminá-la, pura e simplesmente, é virtualmente impossível. Nós, seres humanos, sonhamos com a eternidade, mas não temos capacidade para conceber com clareza o infinito. Que seja então: dia 31 de dezembro continua fechando o ano. Encerra-se um ciclo e começa outro, de morte e ressureição. Ops, esse é o verdadeiro significado da Páscoa, mas vamos deixar os coelhinhos em paz por ora.
Sem o Natal e suas artificialidades, chegamos ao fim do ano melhor preparados, aliviados por não ter passado as semanas anteriores batendo pernas de loja em loja em busca de um Santo Graal para cada um de nossos conhecidos, colegas, amigos e familiares, incluindo aquele cunhado mala.
Pelo fim do Natal, então. Não dá, impossível, o Barak Obama jamais admitiria uma coisa dessas? Claro, muita gente ficaria no prejuízo, o mercado entraria em recessão etc. Bom, então vamos aos negócios. Afinal, é disso que se trata, certo! Que seja lá no meio do ano, em pelo inverno, todo mundo vestido de caipira e comendo pinhão (pinhão, pinheiro hmmm, pode dar certo). Procurem o bispo mais próximo, liguem pra Coca-Cola, call Hollywood e verifiquem a melhor ocasião. Mas deixem a gente em paz no fim do ano.
Porque, assim, do jeito que está não dá mais. Dezembro só roupinha branca, cueca e calcinha da cor apropriada aos desejos de cada um, sete ondas, lentilha, champanhota e deu. Vamos pra frente. E mais não digo. Desculpem eventuais erros de acentuação, pontuação ou de concordância no texto. O desabafo foi escrito em uma sentada, no calor (do stress) da hora. Além disso, ainda tenho que passar em dois ou três shoppings e talvez aproveite alguma daquela ofertas incríveis das Casas Bahia.
De qualquer forma, ano que vem vai ser diferente. Se não muda o Natal, muda o português. A reforma ortográfica também vem por decreto, mas já é alguma coisa nova no ar. Feliz Ano Novo pra todos e lembrem-se: esqueçam o Natal. Ninguém merece.









