
In Uncategorized on 25/03/2009 por Marcelo De Angelis
Em tempos de novo anuário do CCPR prestando homenagem ao tradicional rough (esboço, croquis) feito pelos diretores de arte para registrar as primeiras idéias, me deparo com estes ”rafs” reais feitos no sufoco, em plena idade da pedra lascada (anos 90) e arquivados em alguma remota e esquecida pasta.
Hoje em dia, com um mouse sempre por perto, os roughs não passam de rabiscos toscos cuja única finalidade é afinar o bate-bola criativo, sem necessidade de acabamento inteligível e feitos na marra, com canetinha Bic. A direção de arte mesmo acontece diretamente no computador, onde são testadas, com mais fidelidade, imagem, fontes e diagramação.
Antes disso, o diretor de arte fazia tudo na marra, eventualmente auxiliado por um assistente, o que lhe permitia dedicar mais tempo ao debate e a testar novas soluções. O layouts eram muitas vezes apresentados aos clientes em folhas de papel manteiga e coloridos com marcadores (quem tinha os da marca alemã Staedler se dava bem mas uma Hidrocor colegial resolvia também), as letras dos títulos eram desenhadas à mão, nem sempre definindo ainda a tipologia e algumas linhas indicavam onde ficaria o texto, que era apresentado em anexo, numa página dactilografada. Em ocasiões especiais, fazia-se um trabalho mais bem acabado usando-se recursos como Letraset , fotocomposição, recortes de revistas e até xerox.
Os roughs aqui apresentados, surpreendemente bem conservados, foram feitos para a já extinta OZ Comunicação, do José Oliva, atualmente tocando a Nova Comunicação e representam bem um certo espírito de época, não só no visual como também nas mensagens que os anúncios apresentam.

In Uncategorized on 24/03/2009 por Marcelo De Angelis
Celebridade é uma pessoa que vive apenas para si, mas que depende da aprovação de todos.

In Uncategorized on 20/03/2009 por Marcelo De Angelis

anúncio criado para toalhas Buettner associando o relax de um bom banho com o clássico jardim japonês.

In Uncategorized on 20/03/2009 por Marcelo De Angelis



Campanha não publicada para lançamento da coleção outono-inverno Guga Kuerten 2006. Com títulos como Olhe um pouco pra dentro de si mesmo. E o que não gostar, apague, O ego às vezes atrapalha. Principalmente se ele não faz seu estilo e Pare pra pensar em quem você é. Depois livre-se do resto, os anúncios mostravam de forma bem humorada, pessoas literalmente se livrando do que não gostavam em si mesmos.

In Uncategorized on 20/03/2009 por Marcelo De Angelis

Em tempos de festival de teatro em Curitiba, um anúncio feito em 2005 para reabertura do TAC, Teatro Alvaro de Carvalho, inteiramente restaurado, de Florianópolis. Tombado desde 1988, sob guarda da Fundação Catarinense de Cultura, ocupa lugar de destaque não só como peça arquitetônica mas como legítimo património cultural de todos os catarinenses .

In Uncategorized on 12/03/2009 por Marcelo De Angelis

Leda era uma princesa de Esparta, muy hermosa e recém casada, que gostava de ficar deitada sobre a relva ouvindo o canto dos pássaros e tomando sol. Completamente nua.
Um dia, o poderoso Zeus passou por ali e parou para contemplar aquele espetáculo. Temendo assustar Leda com sua figura resplandecente, ele metamorfosea-se em um grande e belo cisne. Fascinada, Leda permite que o animal se aproxime e, envolta pelas asas, é amada. O tema tem sido explorado por muitos artistas ao longo dos séculos, incluindo Leonardo da Vinci e outros pintores. Bebendo da mesma fonte, o poeta irlandêsWilliam Butler Yeats compôs seu poema Leda and the Swann onde a sedução é quase um estupro consentido.
Nos exercícios gráficos acima, o tradicional “e” comercial serve como representação do próprio cisne com suas formas contorcidas. E quando aparece dentro da letra O, não deixa de ser uma alusão à gravidez de Leda que, fecundada pelo cisne, chocou dois ovos e deles nasceram os filhos que teve com Zeus.

In Uncategorized on 12/03/2009 por Marcelo De Angelis

In Uncategorized on 09/03/2009 por Marcelo De Angelis

In Uncategorized on 02/03/2009 por Marcelo De Angelis

A Era Bush já era e agora o que todos se perguntam é: – E agora?
Entrando no embalo, a Master Comunicação criou um cartaz institucional para a escola de criação Lemon School onde são reunidos anúncios que ironizam o ex-presidente George W. Bush. Na última imagem da sequência, uma foto da posse de Barack Obama e a pergunta: “E agora?”.
E agora o quê, cara pálida?, pergunto eu.
Isoladamente, os anúncios são geniais. Reunidos na peça, o todo não é maior do que as partes. Isso porque somadas, não chegam a fornecer subsídios suficientes para a elaboração de uma resposta. E nem teria por quê. Um anúncio está mais para a sala de uma galeria exposições do que o auditório de um fórum de debates. Propaganda é algo mais expositivo do que reflexivo. Pelo menos a propaganda tal como a conhecemos hoje. Os tempos estão mudando e talvez essa concepção também mude com as novas gerações. E com novas exigências do mercado.
Mas, arriscando uma resposta ao anúncio, vai lá essa:
- Podemos confiar nos americanos, sabendo que sempre tomarão a atitude certa, depois de testar todas as outras possibilidades.
Típico humor inglês, a frase costuma ser atribuída a Wisnton Churchill. Que além de grande estadista, era um frasista genial. Como muitos outros ingleses, entre eles Oscar Wilde e George Bernard Shaw. Algo a ver com a cultura do understatement, acho. O que talvez explique também a qualidade da propaganda inglesa, a melhor do mundo. Aquela capacidade de sintetizar uma questão inteira, sem deixar nada no ar, com graça e leveza. Qualidades que nos convidam a pensar e fazem disso um ato de prazer.
Mas fiquemos tranquilos: não tem como Obama errar, George W. Bush já testou todas as outras possibilidades.