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A taça,
o gesto em falso,
o gosto de ameaça.
O olhar que desfere
o vôo torto,
não tão ágil,
que próximo da promessa,
desaba frágil
num chão de ruínas.
A suposta vítima,
única testemunha,
se escusa com enjôo,
e sepulta, ali mesmo,
do outro,
o instinto de existir.
Anjo coxo,
ri-se ele agora
da própria morte,
vivendo como um irmão
em nossa companhia.
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