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adagio sostenuto (em composição)

…
Te vi na treva,
Te vi na ausência,
Na dor que punge a alma,
Na sombra que tange o corpo,
No silêncio que confrange amigos.
Te vi no passo indiferente dos desavisados,
Na fúria adormecida dos que se dizem tranquilos,
Na memória dos que foram despachados para longe,
Te vi infinitamente maior do que a ciência de estar vivo
Te vi no alívio dos que encontram um porto, qualquer porto,
Te vi no caminho hesitante da lágrima que refresca o rosto
(…)
Te vi no momento em que a luz, outra vez, luz se fez
Te vi onde (…)
No som dos passos das mulheres, o barulho de existir
Te vi nas curvas que o ri faz antes de desenhar a foz
Te vi na certeza frágil do primeiro vôo do pássaro,
Te vi no gosto do vinagre, que já não sabe a vinho
Te vi na iminência do espinho arrancado
Te vi na impaciência dos disciplinados,
Mas era sonho, e rápido, esqueci o enigma
que elide tua face e pronuncia teu nome.
Agora, reduzido à condição de ninguém,
renunciada toda procura,
(…)
…

corpo de baile




Campanha da Y&R Chicago para River North Dance Company. Mais créditos em Ads of the World. Fotos de Erika Dufour e ilustrações de Alex Gross.
Visto em http://agaudi.wordpress.com/

twitter ou rettwit?
Dá, por exemplo, pra ler uma crônica inteira de trás pra frente. Bom exercício mental. Mas, como disse antes e você vai ler depois: não é tweet de verdade nem chega a ser um novo tipo de expressão da escrita, mas é curioso. Bizarro, na verdade. De um mesmo pensamento. O Luis Fernando Verissimo usa muito isso. Cada tweet é escrito como um novo parágrafo ou frase de uma mesma crônica e inserido na ordem inversa de leitura. Mas é engraçado acompanhar de trás pra frente o raciocínio das pessoas. Não tenho nenhuma dificuldade com os 140 caracteres. Sou publicitário, estou acostumado com a síntese.

mais colagens: mary virginia carmack




http://www.booooooom.com/2009/08/19/mary-virginia-carmack-collage-art/













